Sono REM é a fase do sono mais associada ao descanso profundo e à recuperação do cérebro e do corpo. Assim, muitas pessoas acreditam que dormir várias horas é suficiente para acordar bem, porém isso nem sempre acontece. Em outras palavras, o corpo pode até dormir por bastante tempo, mas se o sono REM não acontece de forma adequada, a sensação de descanso simplesmente não aparece.
Além disso, essa situação costuma gerar uma dúvida comum: como alguém pode dormir 8, 9 ou até 10 horas e ainda acordar cansado? Consequentemente, essa sensação pode estar relacionada a alterações nas fases do sono, principalmente quando o sono REM é interrompido diversas vezes durante a noite.
Por isso, entender o que é o sono REM e como ele pode ser afetado por problemas como ronco e apneia do sono ajuda a identificar quando o descanso não está acontecendo como deveria.

O que é o sono REM?
Sono REM é uma das fases do ciclo do sono caracterizada por intensa atividade cerebral e movimentos rápidos dos olhos. Assim, o nome vem da expressão em inglês “Rapid Eye Movement”, que significa exatamente esse movimento ocular acelerado.
Além disso, durante essa fase o cérebro trabalha de maneira bastante ativa. Ou seja, é nesse momento que ocorrem muitos sonhos, consolidação da memória e processos importantes de recuperação mental. Por outro lado, mesmo com o cérebro ativo, o corpo permanece em um estado de relaxamento muscular profundo. Consequentemente, essa combinação permite que o organismo recupere energia, organize informações e mantenha o equilíbrio de várias funções do corpo.
Do mesmo modo, quando o sono REM acontece de forma regular ao longo da noite, a pessoa tende a acordar com mais disposição, clareza mental e sensação real de descanso.
Por que dormimos e ainda acordamos cansados?
Sono REM também explica por que algumas pessoas dormem muitas horas e ainda assim acordam exaustas. Assim, a quantidade de horas dormidas nem sempre reflete a qualidade do sono.
Ou seja, quando o ciclo do sono sofre interrupções frequentes, o corpo pode ter dificuldade de permanecer tempo suficiente nas fases mais restauradoras. Por isso, o sono REM acaba sendo reduzido ou fragmentado.
Por exemplo, a pessoa pode até permanecer na cama durante toda a noite. Porém, microdespertares frequentes interrompem o ciclo natural do sono. Como resultado, o organismo não completa corretamente as fases necessárias para restaurar energia.
Consequentemente, surgem sintomas como:
- sensação de cansaço ao acordar
- dificuldade de concentração
- dor de cabeça pela manhã
- sonolência durante o dia
- irritabilidade ou queda de produtividade
Em outras palavras, o corpo até dormiu, mas não conseguiu descansar de verdade.
Como o ronco e a apneia interferem no sono REM
Sono REM pode ser diretamente afetado por problemas respiratórios durante o sono, como o ronco e a apneia do sono. Assim, essas condições podem interromper repetidamente o ciclo natural do descanso. Sendo assim, durante a apneia do sono ocorrem pausas na respiração enquanto a pessoa dorme. Por isso, o cérebro precisa ativar pequenos despertares para restabelecer a respiração normal.
Isso significa que o corpo é constantemente tirado das fases profundas do sono. Consequentemente, o sono REM fica fragmentado ou reduzido.
Do mesmo modo, muitas pessoas que roncam frequentemente não percebem essas interrupções. Porém, o organismo sente os efeitos no dia seguinte.
Como resultado, mesmo após várias horas na cama, a sensação é como se um “caminhão tivesse passado”, exatamente como muitos pacientes descrevem ao procurar ajuda profissional.
Como descobrir se o seu sono REM está sendo afetado
Sono REM pode ser analisado com mais precisão através de um exame chamado polissonografia. Assim, esse exame monitora diversas funções do corpo durante o sono.
A polissonografia avalia fatores como:
- respiração
- atividade cerebral
- batimentos cardíacos
- movimentos do corpo
- níveis de oxigênio
- fases do sono
Consequentemente, o exame permite identificar se o paciente realmente está entrando nas fases profundas do sono, incluindo o sono REM. Por exemplo, quando existem muitos despertares ou interrupções respiratórias, o exame mostra claramente como o ciclo do sono está sendo prejudicado.
Isso significa que a polissonografia se torna uma ferramenta importante para entender a qualidade real do descanso e investigar possíveis distúrbios do sono.
Como o tratamento pode ajudar a recuperar o sono profundo?
Sono REM tende a melhorar quando as causas que interrompem o sono são tratadas corretamente. Assim, ao reduzir ronco e episódios de apneia, o corpo consegue manter ciclos de sono mais estáveis.
Além disso, em muitos casos o acompanhamento odontológico pode contribuir nesse processo. Isso acontece porque alguns tratamentos atuam diretamente na posição da mandíbula e na passagem de ar durante o sono.
Consequentemente, ao facilitar a respiração, o organismo sofre menos interrupções durante a noite. Como resultado, as fases profundas do sono voltam a ocorrer de forma mais natural.
Do mesmo modo, estudos recentes na área da odontologia do sono mostram que dispositivos intraorais personalizados têm apresentado bons resultados na redução de episódios de apneia leve e moderada. Devido a isso, cada vez mais profissionais da área odontológica participam do diagnóstico e acompanhamento desses pacientes.
Além disso, avanços tecnológicos também têm ampliado a precisão da análise do sono. Atualmente, softwares integrados aos exames de polissonografia permitem identificar padrões de microdespertares e alterações no sono REM com mais detalhamento, o que facilita a definição de estratégias de tratamento mais personalizadas.

Concluindo sobre sono REM
Por fim, sono REM é uma fase fundamental para que o corpo realmente descanse e recupere energia durante a noite. Assim, mesmo que uma pessoa durma muitas horas, a falta dessa fase pode gerar cansaço, sonolência e queda na qualidade de vida.
Além disso, problemas como ronco e apneia do sono podem impedir que o organismo permaneça nas fases profundas do descanso. Portanto, exames como a polissonografia ajudam a entender se o seu corpo realmente está atingindo o sono restaurador que precisa.
Ou seja, se você dorme muitas horas e ainda acorda cansado, vale a pena investigar a qualidade do seu sono. Consequentemente, identificar essas alterações é o primeiro passo para recuperar noites realmente restauradoras.

Cirurgiã-dentista com mais de 15 anos de experiência clínica, atuando de forma integrada nas diversas especialidades odontológicas. Proprietária de clínica odontológica no Rio de Janeiro desde 2020, com pós-graduação em Implantodontia e Prótese Dentária pela São Leopoldo Mandic. Especialista em Ronco, Apneia do Sono e Bruxismo, capacitada pelo Método PowerDoctor na indicação e adaptação de aparelho intraoral (AIO). Realizo diagnóstico, manejo clínico e planos de tratamento personalizados para melhorar a saúde e a qualidade do sono de cada paciente. Entre em contato e agende sua consulta.
